segunda-feira, 30 de junho de 2014

SEPE/RJ Informa: Justificativa inicial para processos da Rede Estadual


Eu, ____________________________________, matrícula _________________, ocupante do cargo ____________________ , lotado(a) na unidade escolar ___________________________, em atenção ao comunicado recebido em __/__/__, venho informar e requerer o seguinte:

1 – Com lastro no direito fundamental de greve (art. 9º da Constituição), bem como nas decisões proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nos Mandados de Injunção 670/708/712, aderi ao movimento de greve iniciado no dia 12/05/14;

2 – Ademais, o Supremo Tribunal Federal, em decisão proferida nos autos do Agravo de Instrumento 853275, convertido no Recurso Extraordinário 693456, decidiu que, até o julgamento final da repercussão geral, está suspensa qualquer discussão sobre corte de ponto de servidores em greve;

3 – Destaco, ainda, que o Supremo Tribunal Federal já decidiu que “a simples adesão à greve não constitui falta grave” (STF, Súmula 316), bem como não é fundamento para demissão nos termos do decidido no RE 215251/RS - Relator Min. Néri da Silveira - publicação DJ 02/04/2002;

4 - Portanto, o código correto a ser inserido em meu controle de freqüência é o 61, código relacionado com o exercício do direito constitucional de greve, e não o 30, código relacionado com a falta injustificada, assim como eventuais afastamento do exercício do cargo e corte de vencimentos não podem ser realizados, sob pena de configuração de antecipação de pena e da violação dos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LV, da Constituição Federal)

5 - No mais, requeiro, no exercício do meu direito constitucional de obtenção de certidão para esclarecimento de situação de interesse pessoal, previsto no art. 5º, inciso XXXIV, alínea "b", da Constituição Federal, que me seja fornecido cópia integral do presente processo, sendo certo que somente após recebimento de tais cópias, terei de fato e de direito ciência da motivação da abertura do mesmo, e portanto, poderei exercer meu direito de manifestação/defesa/recurso.

__________________, ____ de ______________ de 2014.

________________________________________.

Fonte: Departamento Jurídico do Sepe/RJ.


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Sepe/RJ Informa: Rede Estadual Assembleia unificada com o município do RJ



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Sepe/RJ realiza assembleia geral unificada que aprova o término da greve, em 27 de junho. Núcleo presente.


No dia 27 de junho, sexta-feira, o Sepe/RJ realizou assembleia geral unificada  rede estadual e rede municipal do Rio de Janeiro no Clube Hebraica, Laranjeiras. Esta Assembleia aprovou o término da greve iniciada em 12 de maio. A seguir, galeria de fotos tomadas durante a atividade.























Só a luta transforma a vida!



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Sepe Informa: Assembleia unificada decide pela suspensão da greve




Mais de mil profissionais da educação decidiram na tarde desta sexta-feira, 27/06, pela suspensão da greve nas redes municipal e estadual do Rio de Janeiro. A assembleia unificada da categoria foi realizada no Clube Hebraica, em Laranjeiras, zona sul da cidade.
Os profissionais de educação das redes municipal e estadual do Rio de Janeiro estavam em greve desde o dia 12 de maio. Ao todo foram 601 votos pela suspensão da greve, 560 pela continuidade e 25 abstenções.
Os profissionais de educação decidiram ainda que a próxima assembleia será realizada no dia sete de julho, às 15h, em local a confirmar. Também neste dia haverá paralisação da Rede municipal do RJ de educação e ato unificado para acompanhar a audiência do Sepe com a SME.
O ato será realizado a partir das 10h, em frente à prefeitura. A audiência está marcada para começar às 11h. 

Foto: Rafael Gonzaga

Fonte: SEPE/RJ


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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Assembleia Unificada das Redes Estadual e Municipal do Rio de Janeiro na próxima sexta-feira (27 de junho)



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Greve: Conselho Deliberativo de ontem (24/6) decidiu por assembleia unificada na próxima sexta (27/6)

O conselho Deliberativo Unificado, realizado ontem no auditório do Sindsprev, na Lapa, decidiu pela realização de uma assembleia unificada, nesta sexta-feira (dia 27/6) a partir das 14h, no salão nobre do Clube Municipal, na rua Haddock Lobo 359 – Tijuca.


Fonte: Sepe/RJ


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Sepe realiza assembleia geral da rede estadual em Rio das Ostras, em 16 de junho. A greve continua.


No dia 16 de junho, segunda-feira, o Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu realizou mais uma assembleia da rede estadual em Rio das Ostras, na sede do Sindicato.



Da pauta constavam: 
1) Campanha Salarial Unificada 2014; 
2) Greve da rede estadual; 
3) Assuntos gerais. 

Foi feita a avaliação do movimento grevista a partir dos colégios locais, onde parte da categoria tem resistido às ameaças constantes dos governos. Sendo, agora, de demissão dos profissionais grevistas.




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terça-feira, 24 de junho de 2014

Cada um tem seu tempo e depois entra em silêncio


Por Leonardo Boff


Há um livro curioso do Primeiro Testamento, o Eclesiastes (em hebraico Coélet), que não menciona a eleição do povo de Deus, nem a aliança divina, sequer a relação pessoal com Deus. Representa a fé judaica inculturada na visão grega da vida. Possui um olhar agudo sobre a realidade assim como se apresenta e nutre a reverência para com todos os seres. Há uma passagem assáz conhecida que fala do tempo: “há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de colher, tempo de rir e tempo de chorar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de guerra e tempo de paz” e por aí vai (c. 3,2-8).
Há muitas formas de tempo. Precisamos nos libertar de um tipo de tempo dominante, aquele dos relógios. Todos somos reféns deste tipo de tempo mecânico. Conhecem-se relógios – o primeiro foi o relógio do sol – já há 16 séculos. Supõe-se que foram os asiáticos que, por primeiro, inventram o relógio. Em 725 da nossa era, um monge budista maquinou um relógio mecânico que à base de baldes de água fazia uma rotação completa em 24 horas. No Ocidente atribui-se a outro monge, um beneditino, depois Papa Silvestre II (950-1003) a invenção do relógio mecânico atual.
Hoje ninguém anda sem algum tipo de relógio mecânico que mede o tempo a partir das rotações da Terra ao redor do Sol. Mas essa visão mecânica do tempo do relógio, estreitou nossa percepção dos muitos tempos que existem, como referidos pelo Eclesiastes acima. Foram os cosmólogos modernos que nos despertaram para os vários tempos. Tudo no processo da evolução possui o seu timing. Não respeitando certo timing, tudo muda e nós mesmos não estaríamos aqui para falar do tempo.
Assim, por exemplo, imediatamente após a primeira singularidade, o big bang, a explosão imensa (mas silenciosa pois não havia ainda o espaço para recolher o estrondo) ocorreu a primeira expressão do tempo. Se a força gravitacional aquela que faz expandir e ao mesmo tempo segurar as energias e as partículas originárias (a mais importante das quatro existentes) fosse por milionésimos de segundo mais forte do que se apresentou, retrairia tudo para si e causaria explosãoes sobre explosões e tornaria o universo impossível. Se fosse, por milionéssima parte de segundo, um pouco mais forte, os gazes se expandiriam de tal forma que não ocasionariam a sua condensação e não teriam surgido as estrelas, os elementos todos que compõem o universo, nem haveria o Sol, Terra e a nossa existência humana.
Mas ocorreu aquele tempo necessário para o equilíbrio entre a expansão e a contenção que acabou abrindo um tempo para surgir tudo o que veio posteriormente. Houve um exato tempo em que se formaram as grandes estrelas vermelhas dentro das quais se forjaram todos os tijolinhos que compõem todos os seres. Se esse tempo exato fosse disperdiçado, nada mais teria acontencido.
Houve um tempo exatíssimo em que naquele dado momento deveriam surgir as galáxias. Se tivesse faltado aquele tempo, não surgiriam as cem bihões de galáxias, as bilhões e bilhões de estrelas, em seguida os planetas como a Terra. Num exatíssimo momento de alta complexidade de sua evolução, irrompeu a vida. Perdido esse tempo, a vida não estaria aqui irradiando. Tudo apontava para a irrupção da vida lá na frente. O celebrado físico Freeman Dayson diz:”Quanto mais examino o universo e estudo os detalhes de sua arquitetura, mais vejo a evidência de que o universo de alguma forma pressentia que nós estávamos a caminho”.
Há pois tempos e tempos e não apenas o tempo escravizante e mecânico do relógio. A Igreja guardou o sentido da diversidade dos tempos. Para cada tempo do ano, se Natal, se Quaresma ou Páscoa há a sua cor específica.
Geralmente vivemos os tempos das quatro estações com as transformações que ocorrem na natureza. Na nossa infância interiorana os tempos eram bem definidos: janeiro-abril: tempo das uvas, dos figos, das melancias,dos melões. Tempo de maio, o plantio do trigo e outubro-novembro de sua colheita.
Nós crianças esperávamos com ansiedade dois tempos sociais, nos quais a vila toda se reunia para uma grande confraternização: a festa da “polenta e osei”(polenta e passarinhos). Como as matas eram virgens, abundava todo tipo de pássaros que eram caçados especialmente para a festa. A outra era a “buchada” comida com pão e vinho, em longas mesas, seguida de cucas e geléias.
Estes tempos e outros conferiam distintos sentidos para a vida. Havia a espera do tempo, sua vivência e sua recordação.
O universo inteiro tem o seu tempo que se concretiza em dois movimentos que se dão também em nós: nossos pulmões e nossos corações se expandem e se contraem. O mesmo faz o universo mediante a gravidade: ao mesmo tempo que se dilata ele é segurado, mantendo um equilíbrio sutil que faz tudo funcionar harmoniosamente. Quando perde esse equilíbrio é sinal que prepara um salto para frente e para cima rumo a uma nova ordem que também se exapande e se contrái.
Cada um de nós tem seu tempo biológico, determinado não pelo relógio mecânico, mas pelo equilíbrio de nossas energias. Quando chegam ao seu climax que pode ser com 10, 15, 50, 90 anos, se fecha o nosso ciclo e entramos no silêncio do mistério. Dizem que é ai habita Deus nos esperando com os braços abertos como um Pai e uma Mãe, cheio de saudades de cada um de nós.

Fonte: 

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Classes e luta de classes: projetos em curso


Por Wladimir Pomar


O citado coronel Boggo tem a vantagem de falar com franqueza sobre a ausência das “qualidades inatas” dos pobres. Estes, alfabetizados ou analfabetos, não possuiriam discernimento para escolher a “elite” como governante do país. Em tais condições, segundo ele, qualquer sistema democrático tenderia a seguir a “saga comunista”, “atravessando os tempos a bordo do fantasmagórico encouraçado Potemkin”. Tripulado “por uma marujada ignorante e prepotente”, capaz de assassinar seus oficiais, ou as “cabeças pensantes”, tal encouraçado navegaria “erraticamente, mudando de proa a cada instante, até encalhar”.

Aliás, essa é a mesma imagem que a historiografia reacionária brasileira tem a respeito da revolta da esquadra, em 1910, comandada pelo marujo João Cândido, contra a utilização da chibata em pleno século 20. Desse modo, a pretensa visão “abrangente sobre o que realmente ocorreu no Brasil”, durante os governos do PT, não passa de uma cortina de fumaça para esconder a história da “elite” como governante do país. Na verdade, o coronel Boggo procura recuperar as ideias elitistas, racistas e nazistas contidas num fantasmagórico livro chamado Mein Kampf. Ao acusar o PT de fundar um Reich, ele apenas utilizou a velha tática do ladrão que procura desviar a atenção dos perseguidores.

Seu recado pode ser dito em poucas linhas. Isto é, o povo brasileiro, cuja maioria absoluta é constituída de pobres, ou “marujada ignorante e prepotente”, tende a votar novamente na esquerda. Esta, porém, faria parte daquele grupo de “velhos marinheiros, herdeiros do Potemkin... incapazes de fazer qualquer coisa de útil”. Sem aprender, continuando ignorante, esse grupo navegaria de novo “à matroca, rumo ao mesmo destino de seu predecessor: o encalhe”. Em tais condições, caberia à “elite da coletividade”, “revoltada com esse estado de coisas”, proclamar ter chegado ao limite de sua capacidade de suportar tal situação.

Como? Apelando à mídia e às forças armadas para fazer uma nova “revolução redentora”. O problema é que o coronel esqueceu que sua imagem sobre o Potemkin se aplica como luva a essa “revolução” e à ditadura implantada em 1964. Foi ela quem navegou à matroca e encalhou, obrigando suas “cabeças pensantes” a chamarem os “subtenentes” para salvar o encouraçado. Mas o estrago no casco era tão grande que os “subtenentes”, a exemplo de Sarney, Collor, Itamar e FHC, por cerca de dezessete anos, foram incapazes para fazê-lo flutuar e navegar novamente.

Foi diante dessa incapacidade que alguns “subtenentes” e algumas “cabeças pensantes” chamaram a “marujada ignorante” para fazer o encouraçado flutuar. E a “marujada ignorante” não só fez o Potemkin Brasil flutuar, como criou a expectativa de fazê-lo navegar, não só abolindo a chibata, mas também melhorando as condições de alojamento, alimentação e liberdade de andar pelo convés sem ser reprimida.

Essa expectativa levou parte da “marujada” a supor que estava em curso um projeto político que substituísse o conflito inerente às desigualdades de classe pelo consenso em relação à ascensão social necessária ao consumo na sociedade de mercado. Sonia Fleury, por exemplo, acentuou que, para além da mera ideologia, restaria pensar em que medida tal projeto seria realizável. Cândido Grzybowski, por seu turno, embora pensando o oposto do coronel Boggo, considerou que tal projeto, perseguido pelos governos petistas, estaria rebentando e se esgotando na praia.

Para Grzybowski, não daria mais para esperar qualquer coisa, em especial transformações substanciais, da coalizão de forças e da hegemonia constituída, que têm o PT como protagonista no nível oficial. Seria preciso gestar uma “nova onda”, voltando às bases, fazendo o que foi feito na resistência e derrota da ditadura. Isto é, um “trabalho de educação popular e cidadã”, embora numa outra realidade, de democracia e com amplo espaço de liberdade. Ou seja, ele acredita que o decisivo, para qualquer mudança, consiste em que as grandes massas se coloquem em movimento, mesmo sem haverem participado da educação popular.

É verdade que este trabalho educacional de base nunca deve ser abandonado, inclusive como uma das condições para medir o pulso das grandes massas e para formar lideranças locais. No entanto, na maior parte das vezes, as grandes massas do povo, mesmo não sendo atingidas por ações educativas, se jogam na luta espontaneamente, negando aquilo que lhes incomoda, como aconteceu no final dos anos 1970, início dos anos 1980, em junho de 2013 e agora.

Já para Fleury, a inviabilidade do projeto em curso reside em seu nacional-desenvolvimentismo. Ao tomar o Estado como propulsor do crescimento econômico, tal projeto não levaria em conta as particularidades do poder político, que seria frágil frente aos interesses empresariais constituídos como poder no interior do Estado. O Estado seria incapaz de contemplar os interesses subalternos na disputa dos recursos públicos. Em tais condições, a fetichização do Estado pelo nacional-desenvolvimentismo, ao invés de dar lugar ao Estado democrático fortalecido, seria substituído pela fetichização da eficiência do mercado, concebido como suficiente para atender às necessidades de reprodução social.

No entanto, de que Estado autônomo ela está falando? Do Estado do nacional-desenvolvimentismo varguista, juscelinista ou militar? Todos esses Estados foram capazes de atuar como representantes de interesses específicos. O Estado da era Vargas teve autonomia diante da burguesia atrelada aos latifundiários do café, mas estava subordinado aos interesses e à visão progressista dos latifundiários sulistas. Estes enxergavam na industrialização e na política de paz social a blindagem contra a revolução comunista. Nas eras JK e militar, o Estado esteve subordinado à burguesia brasileira interessada num desenvolvimento associado e subordinado ao capital estrangeiro. Subordinação que se acentuou no período neoliberal, inclusive com o desmonte de setores importantes do próprio Estado e com a devastação do parque industrial.

Assim, há momentos, na história, em que o Estado consegue alguma autonomia. Isto ocorre quando as lutas de classe chegam a um ponto em que nenhuma das classes em luta tem força suficiente para se impor às demais. Nesse caso, o Estado pode agir como árbitro de última instância, para legitimar mudanças econômicas e/ou sociais já consolidadas, em geral mudando o próprio Estado. Isso permite ao Estado atuar repressivamente, seja contra as classes subalternas, seja contra as classes dominantes, embora no interesse destas.

Exemplos dessa situação podem ser vistos na abolição da escravatura e na transição do regime militar. Em ambos os casos, legitimaram-se situações econômicas e sociais já dominantes, mas o Estado promotor modificou-se, pelo menos formalmente. Nesse sentido, Fábio Konder Comparato tem razão ao dizer que o nível oculto do atual Estado brasileiro é formado pelo grande empresariado financeiro, industrial, comercial, de serviços e do agronegócio. Faltou apenas acrescentar que, além dos aliados históricos na corporação militar, o mais importante aparato de defesa do Estado, aquele empresariado, ou burguesia, possui aliados históricos em outros aparatos do Estado, como o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, mesmo que na chefia do governo esteja um partido de esquerda.

Através desses aparatos, e com seu predomínio na economia, aquelas frações burguesas buscam manter sua unidade com a fração que domina o oligopólio empresarial da mídia e atrair a classe média superior e média para seu campo. E, embora tenham horror a pobre, a exemplo do coronel Boggo, elas também se esforçam para manter sua influência ideológica e política sobre o proletariado e o subproletariado.

Assim, quando a Cepal sugere como eixos centrais do desenvolvimento com igualdade o aumento da produtividade industrial e o emprego formal, ela simplesmente concorda com o desenvolvimento capitalista, seja nacional ou associado aos capitais estrangeiros. O problema consiste em que o aumento da produtividade é incompatível com o aumento do emprego formal. Isto, mesmo que os capitalistas paguem um salário justo, correspondente ao custo socialmente necessário para a reprodução da força de trabalho. Neste caso, eles continuarão se apropriando da mais-valia, seja ela absoluta ou relativa, da força de trabalho empregada.

Mais trágico é que o aumento da produtividade altera para pior o padrão estrutural de desigualdades. De cara, reduz o emprego formal. Quanto maior a produtividade, maior a participação do capital constante, ou do trabalho morto, e menor a participação de força viva de trabalho. Portanto, a produtividade crescente torna cada vez mais desnecessária a participação da força humana de trabalho no processo produtivo. Para dar solução a essa contradição inarredável do capitalismo desenvolvido, a única solução possível é a transformação da propriedade privada dos meios de produção em propriedade social.

No Brasil, essas incertezas, instabilidades e problemas vieram à tona pelo fato de a ”marujada ignorante e prepotente” haver colocado o encouraçado quase em condições de navegar. Apesar disso, as “cabeças pensantes” da “elite” juraram que a mobilidade urbana e aérea para a Copa seria um caos. Duvidaram que os estádios tivessem condições de jogo. E apostaram que as manifestações contra a Copa iriam mobilizar grandes multidões.

Ao se darem conta de que ocorria o inverso, correram atrás do prejuízo para buscar lucros financeiros. Ao mesmo tempo, se dividem entre os que pretendem recolocar no leme os “subtenentes”, através da disputa eleitoral, e os “duros” e “raivosos”, que pretendem apelar para uma esparrela idêntica à de 1964. Com isso, colocam em evidência que seus projetos são muito diferentes das necessidades do povo brasileiro, apesar de ainda não estarem maduras as condições para superar o capital.




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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Prestando Contas (20) Mês de referência: Março de 2014


Relatório de Atividades (resumo):

O Sepe Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu está divulgando o Relatório de Atividades e o balancete mensal referentes a março de 2014.

O mês de março deu prosseguimento à Campanha Salarial Unificada de 2014 com a realização de Conselhos Deliberativos e Assembleias Gerais das redes, no Rio de Janeiro, convocadas pelo Sepe/RJ (Sepe Central). Além disso, houve assembleias pelos diversos Núcleos e Regionais para tratarem de questões locais.

O Núcleo Rio das Ostras e Casimiro de Abreu realizou assembleias específicas para profissionais fora da rede e para aposentados, nas duas redes municipais de ensino, para eleição de delegados e preparatórias para o 14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ.

Neste mês, aconteceram as reuniões ordinárias mensais do Conselho Municipal de Educação e do Conselho Municipal de Meio Ambiente, ambas de Rio das Ostras, nos quais o Sepe tem assento como representante dos profissionais da educação.

Ocorreram também as reuniões regulares da Comissão de revisão do PCCV da Educação de Rio das Ostras, onde o Sepe tem uma representação.

Por fim, realizou-se ao final do mês o 14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ, no Clube Municipal, Rio de Janeiro, que contou com a participação de profissionais da região de Rio das Ostras e Casimiro de Abreu.


Calendário das atividades realizadas e participadas pelo Núcleo no mês de março de 2014:

[01º (sáb) a 04 (3ªf) – Período do Carnaval]

10 (2ªf)   9h – Reunião da Comissão de revisão do PCCV, no Sindiserv/RO
              17h – Assembleia Específica, em Rio das Ostras, de profissionais fora da rede, na sede
              18h – Assembleia Específica, em Rio das Ostras, de aposentados, na sede
           
11 (3ªf)  17h – Assembleia Específica, em Casimiro de Abreu, de profissionais fora da rede, na 2ª Igreja Batista, Mataruna
  18h – Assembleia Específica, em Casimiro de Abreu, de aposentados, na 2ª Igreja Batista,  Mataruna
   19h – Lançamento do Orçamento Participativo, no Teatro Municipal de Rio das Ostras

12 (4ªf)  9h – 2ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Rio das Ostras, na Semap
   14h – 2ª Reunião Ordinária do Conselho Municipal de Educação de Rio das Ostras, na Semed
   15h – Reunião do Conselho Estadual do Fundeb, na Seeduc

13 (5ªf)   14h – Reunião da Comissão Organizadora do 14º Congresso, no Sepe/RJ

18 (3ªf)   14h – Reunião da Comissão de revisão do PCCV, no Sindiserv/RO

20 (5ªf)   14h – Reunião da Comissão Organizadora do 14º congresso, no Sepe/RJ

22 (sáb)  09h – Assembleia geral da rede municipal do Rio de Janeiro, no Clube Municipal
   09h – Conselho Deliberativo da rede Estadual, no Iserj
   14h – Assembleia geral da rede estadual, no Iserj

26 (4ªf)   14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ

27 (5ªf)   14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ

28 (6ªf)   14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ

29 (sáb)  14º Congresso Ordinário do Sepe/RJ


Visitas às escolas nos dias 10, 11, 20, e 24 de março.

Nos dias 06, 07, 12, 14, 18, 19, 21, 24, 25 e 31 de março ocorreram os plantões de diretores na sede do Núcleo, conforme anotações no livro “Cotidiário”. Ações de rotina: atendimento à categoria, presencialmente ou por telefone; contatos pelas redes sociais; elaboração de textos, boletins, cartazes e postagens na internet; elaboração do plano de contas e dos balancetes mensais; contatos com bancos e fornecedores; acompanhamento dos trabalhos da funcionária; contatos com o Sepe Central e demais instituições; organização e funcionamento da sede, em geral.


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